Um blog pra falar do feminino, sobre o que for existencial ou não, essencial ou fútil, mas que tenha verdade, humor, sacanagem, desafio, arte, cultura, amizade, experiências verdadeiras ou fictícias. Bem vindo a nowhere land.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
O silêncio antes do estampido
Estou quieta e permaneço tranquila no semblante. Menos falante, quase soturna. O que cê tem? Tá quietinha? Nada. Tô bem. Por dentro tudo fervilha. Tenho medo de verbalizar a mudança. E agora é diferente. Planos traçados sendo cumpridos. Perspectivas que jogam fora uma existência e iniciam outra. Começar de novo. Essa calmaria aparente me fez assumir cigana. Nada pode durar pra sempre... talvez o amor. Vou te apanhar pelos cabelos e levar comigo. Te aprisiono com um anel, pró-forma, se necessário. Tua alma eu já levo comigo cativa e livre. Te arrasto comigo pro cerrado, pras entranhas desse país. Dez anos se passaram e São Paulo é um velho amigo, a quem eu encarrego alguns pertences. Nada é pra já. Mas ainda é mais movimento do que é definitivo. Definitivo na boca de um ser tão mutável perde a força. Melhor dizer que é o tempo do que é consumado. Vou partir...
terça-feira, 17 de julho de 2012
Tomei cachaça e li Natara
Mais um post bêbado e isento de super-ego... Mas a verdade é que sinto falta de movimento. Posto e provoco. Espero resposta. Como é difícil não ser algo palpável. Sinto que os sonhos só são bons por serem inalcansáveis. Quero entrega, loucura e delícia. E se apostarmos no improvável? Ou devo seguir solitária? Algo me diz que mais sensato é o caminho só. E como precisa de pouco aquele que se entrega a experimentação. Nunca li Kerouak, mas confesso que o que o Walter Salles retratou na película foi um tapa na cara... Escrever com tão pouco e por nada em troca... simplesmente pra retratar quão intensa a vida pode ser. Talvez o peso seja pela vida que não é... Não a necessidade de experimentar extrassensorialmente - ácido/ mescal/alucinógino de farmácia - mas pela necessidade pulsante de se fazer registrar, sem comer, sem beber, sem dormir. Mas a intensidade do trivial, dos laços não-sanguíneos, do saltos no escuro que são as amizades para a vida. Se for pra ser morno, não quero nem meu café. O filme mexeu comigo, a vida me chamou pra dançar, num bailado que me lembrou de que devo a mim mesma, ainda que no imaginário, ainda que pelo instante de uma fagúlha. Te devoro... vida!
sábado, 30 de junho de 2012
Yael Naim
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Profissão Deus
Entre dilemas e a ansiedade, vira e mexe me pergunto do que eu gosto realmente, se eu faço o que quero da vida, ou o que eu realmente gostaria de fazer. Claro que em termos profissionais. Afetivamente e no ócio, reino quase absoluta. Faço o que eu quero sim. A grande indagação é se trabalho tem que ser mais que meio de vida. A vida são só aquelas oito horas, ou é só o que resta delas? Minha intuição me diz que a vida é todo o conjunto em equilíbrio. Porém, equilíbrio? Pra mim? Eu, esse amontoado de caos no cosmo? Com toda sinceridade, não consigo manter o interesse por nada por tantas longas horas como o trabalho exige. Então sigo pilotoautomático. Profissão dos sonhos seria algo que eu inventei e batizei de "sábio da aldeia" ou "se eu fosse Deus a vida bem que melhorava". Explico-me. Essa profissão inovadora consistiria em moi, confortavelmente sentada, ou semideitada (ainda não decidi), whatever, memorize o confortavelmente, recebendo pessoas que depositariam sua total confiança em mim, contariam seus problemas/segredos/angústias, e eu opinaria, proporia soluções. Com a condição de que a pessoa teria que se comprometer a fazer exatamente o que eu dissesse. Pretenciosa o bastante?Ilimitadamente. E perceba que não estou falando da função de ouvir, inerente aos terapeutas, psicanalistas, psicólogos. O que eu queria mesmo era dar o palpite, decidir a vida, resolver o problema, dar um rumo na vida dos outros, incondicionalmente obedecida. Tipo mãe da gente quando se é criança e sem direito a travessuras. Gargalho. Profissão? Deus. Me ouça que eu dou jeito na sua vida, porra!!!! Ótima maneira de não dar jeito na minha. E só uma perfeita inútil pra perder tempo com esse tipo de delírio. Gargalho e me divirto. Pra falar a verdade, bem verdadeira, e só cá entre nós: eu sou bem feliz. Seja no meio de vida do trabalho, seja na vida afetiva e no ócio. E manda uma cerva gelada...
sábado, 19 de maio de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
Volta logo, meu amor.
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