terça-feira, 17 de julho de 2012

Tomei cachaça e li Natara

Mais um post bêbado e isento de super-ego... Mas a verdade é que sinto falta de movimento. Posto e provoco. Espero resposta. Como é difícil não ser algo palpável. Sinto que os sonhos só são bons por serem inalcansáveis. Quero entrega, loucura e delícia. E se apostarmos no improvável? Ou devo seguir solitária? Algo me diz que mais sensato é o caminho só. E como precisa de pouco aquele que se entrega a experimentação. Nunca li Kerouak, mas confesso que o que o Walter Salles retratou na película foi um tapa na cara... Escrever com tão pouco e por nada em troca... simplesmente pra retratar quão intensa a vida pode ser. Talvez o peso seja pela vida que não é... Não a necessidade de experimentar extrassensorialmente -  ácido/ mescal/alucinógino de farmácia -  mas pela necessidade pulsante de se fazer registrar, sem comer, sem beber, sem dormir. Mas a intensidade do trivial, dos laços não-sanguíneos, do saltos no escuro que são as amizades para a vida. Se for pra ser morno, não quero nem meu café. O filme mexeu comigo, a vida me chamou pra dançar, num bailado que me lembrou de que devo a mim mesma, ainda que no imaginário, ainda que pelo instante de uma fagúlha. Te devoro... vida!

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