Hoje coloquei um fim numa relação complicada. Sem anúncios, mas sem rodeios.
Palavras foram desnecessárias. Um dia, tenho certeza, todo mundo se dá conta dos próprios erros. Bem feito pra você, que não merece mais minha amizade. Agora eu só quero assim: leve, verdadeira, fraterna, imperfeita, mas humana. No melhor sentido de humanidade. Como diria o Castanheda: eu passarei e os pássaros continuarão cantando. Que os pássaros encham de vida o meu caminho.
Um blog pra falar do feminino, sobre o que for existencial ou não, essencial ou fútil, mas que tenha verdade, humor, sacanagem, desafio, arte, cultura, amizade, experiências verdadeiras ou fictícias. Bem vindo a nowhere land.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
Eu quero, eu posso, eu mereço...
Pode parecer auto-ajuda, e talvez seja, acontece que agora eu entrei numa vibe "o que eu quero eu vou conseguir", com calma e obstinação. Chega de maré baixa. Eu quero me jogar no oceano, quero nadar sem medo de morrer na praia. Decidi ser feliz hoje, apesar dos percalços. chega de autocomiseração. Amanhça eu vou acordar e brilhar. Rise and shine. This girl knows how to chop and change, e agora já está mais do que na hora. Começou o ano, chega de vida em stand by. Me proponho a fazer o melhor, dar ao máximo amanhça, a lá medalhista olímpica. Quero materializar o sonho AGORA! Vou que é minha. Essa vaga é minha. Mereço melhor sorte, mereço exorcizar velhos demônios e provar que não existe inatingível. Quero concreto.Quero concretizar conquistas. Eu tô pronta e aberta aos bons ventos, às boas inspirações. Não importam mais as tentativas frustradas. Já aprendi a cair, a levantar, e agora eu vou ficar de pé. Inteira. Íntegra. Pronta. Ser feliz é agora mesmo. Que venga el toro. Esse eu pego pelo chifre. Beijos pra mim.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Sobre as perdas...
Acho que perdi alguma coisa... Talvez tenha perdido muitas: perdido tempo, a esperança, a noção, a vontade, a fome, o tesão, a virtude, a calma, a razão. Espero reencontrar algumas dessas coisas, no tempo certo, da serenidade, sem fazer promessas ou recorrer a São Longuinho. Vivo dias de encruzilhada, de indefinição barata e angustiante. Viver de não também é aprender a esperar. Ainda que a espera esteja dissociada da esperança, essa tal, como dito já perdida, encontrada, desprezada, jogada fora. Tudo por necessidade de sair deste ciclo maldito de quase acontecimentos quase certos, de final feliz por um triz direto ao máximo desalento e decepção. Não me lembro de ter vivido tamanho inferno astral, mas peraí? Falta bem mais de um mês pro meu aniversário. Quero uma boa notícia. Preciso enxergar a vida com os olhos deslumbrados de criança, porque essa esperança gasta e remendada não me serve nem como roupa pra doação. Eu quero é perspectiva. Um novo caminho, uma outra ótica, outra ética, me olhar através do espelho, pelo avesso e pelo inverso e gostar. Vou ali cuidar de mim, e que o resto se exploda.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Droga de ansiedade!!!
Sabe aquele dia que você passa esperando por uma notícia, um sinal de fumaça, uma luz no fim do túnel, um aceno de mão, uma concordância com a cabeça? Nada. Nesse dia seu telefone não toca, não chega e-mail, ninguém no msn, ninguém no g-talk. Aí, haja fleuma pra disfarçar/suportar a ansiedade... Eu fico pensando como alguém consegue ser blasê diante da expectativa? Será falta de desejo? Desinteresse?
A contrário senso, eu devo me interessar por todos os poros, transpirar desejo, monoideísticamente falando.
Devia aprender tricot. Ocupar as mãos talvez acalme.
Por outro lado, mãos ocupadas, cabeça livre. E cabeça livre não consegue pensar em outra coisa.
Ver um filme? Ligar pros amigos? Ficar bêbada? Qualquer coisa tá valendo. Mas o que eu precisava mesmo é de uma anestesia geral. Vende na farmácia?
A contrário senso, eu devo me interessar por todos os poros, transpirar desejo, monoideísticamente falando.
Devia aprender tricot. Ocupar as mãos talvez acalme.
Por outro lado, mãos ocupadas, cabeça livre. E cabeça livre não consegue pensar em outra coisa.
Ver um filme? Ligar pros amigos? Ficar bêbada? Qualquer coisa tá valendo. Mas o que eu precisava mesmo é de uma anestesia geral. Vende na farmácia?
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Eu quero a lei da selva
Eu quero caos no meu cosmo. Quero palavras inteiras. Quero aguentar o tranco. Quero pagar o preço. Jogar pela janela. Descontentar-me e desagradar. Eu quero a lei da selva. Quero o cru. Eu quero e quero AGORA!
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Ai que vontade de contar um segredo...
Não posso. Alea jacta est. Uma vez me disseram que se a gente verbaliza o desejo, ele pode vir a não acontecer. Sabe aquilo que você quer muito? Então, não conte. Eu nunca consigo fazer isso. Será que é isso que tenho feito de errado? Ser expansiva é uma merda. Mas dessa vez vou fazer tudo certinho. Me empenhar em silêncio. Ainda que eu morra de comixão por não contar. E fui antes que eu abra a minha grande boca.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
As vontades inconfessáveis...
O que você quer, cobiça, deseja, mas não admite nem pra si mesmo? Eu queria entrar na cabeça das pessoas pra espionar o indizível, o que é invisível ao comportamento social. Por exemplo, os desejos secretos de uma senhora de idade. O que ela fantasia? Porque é uma grande besteira pensar que a pessoa não fantasia só porque é velha. Velhos não são assexuados. E velho tem licença poética pra dizer o que quiser, o maior absurdo imaginável, simplesmente porque viveu bastante. E quem não entender ou se indignar, é só botar a culpa na caduquice. Mas a única senhora idosa que eu me lembro ter rasgado o verbo, ter barbarizado, foi a Dercy. Mas a Dercy não conta, afinal ela passou a vida sem papas na língua. Chegava a ser um tanto caricata. O que eu queira saber de verdade, é o que vai além do personagem. Saber o que uma senhora comum, dos seus oitenta anos, deseja ou fantasia, nos dias de hoje. O tipo de coisa de quem não tem nada a perder. Vou bolar um jeito de extrair o impensável das pessoas mais inusitadas. Fica como um projeto. Sei lá, montar no meio da rua a caixinha do "não tenho nada a perder". Isso até dava um curta. Montar uma cabine na praça da Sé, tipo uma urna eleitoral, com papel e caneta pra uma confissão anônima, só constando o sexo ou idade. Tenho certeza que pra muita gente isso seria uma válvula de escape. E eu mataria um pouco da minha curiosidade. Porque essa cabeça aqui, meu amigo, está povoada de idéias incofessáveis.
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