segunda-feira, 19 de março de 2012

Sobre as perdas...

Acho que perdi alguma coisa... Talvez tenha perdido muitas: perdido tempo, a esperança, a noção, a vontade, a fome, o tesão, a virtude, a calma, a razão. Espero reencontrar algumas dessas coisas, no tempo certo, da serenidade, sem fazer promessas ou recorrer a São Longuinho. Vivo dias de encruzilhada, de indefinição barata e angustiante. Viver de não também é aprender a esperar. Ainda que a espera esteja dissociada da esperança, essa tal, como dito já perdida, encontrada, desprezada, jogada fora. Tudo por necessidade de sair deste ciclo maldito de quase acontecimentos quase certos, de final feliz por um triz direto ao máximo desalento e decepção. Não me lembro de ter vivido tamanho inferno astral, mas peraí? Falta bem mais de um mês pro meu aniversário. Quero uma boa notícia. Preciso enxergar a vida com os olhos deslumbrados de criança, porque essa esperança gasta e remendada não me serve nem como roupa pra doação. Eu quero é perspectiva. Um novo caminho, uma outra ótica, outra ética, me olhar através do espelho, pelo avesso e pelo inverso e gostar. Vou ali cuidar de mim, e que o resto se exploda.

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