As vezes me sinto estrangeira entre os meus. Como se tudo que eu digo não expressasse realmente a minha vontade, bem a maneira de quem não domina totalmente uma outra língua.
Essa falta de domínio está muito mais ligada a toda a minha bagunça emocional que a ausência de um vocabulário específico.
Porque é tão difícil se conectar com o outro de modo que a conversa reflita exatamente as intenções e os sentimentos?
Será o meu medo ou o encontro do meu medo com o medo do outro?
Talvez eu não seja o único caos ambulante. Certamente não sou. O difícil é esse caos dialogar. Meu caos, seu caos. Será que um dia haverá cosmos?
Cada vez chego mais próximo de crer que os maiores entendimentos, as verdadeiras comunhões, são aquelas sem palavras, no instante em que apenas um olhar reflete a alma.
De uma forma ou de outra, eu acredito que somos forasteiros sempre, eu sou até de mim mesmo. Por vezes não reconheço o olhar que recebo quando encaro um espelho...
ResponderExcluirAdorei me ver no seu texto... Beijos