Meu coração é um brinquedo de corda quebrado,
esquecido em uma loja de penhores qualquer.
Sinto me ingênua e obsoleta ao constatar que pensei
que o amor bastasse para que o entendimento se fizesse.
Como se reconciliar com o passado? Com aquilo que não está em minhas mãos
e há tanto tempo não depende de mim?
É como não ter dinheiro pra resgatar do prego as pequenas alegrias.
A Bahia já me deu régua e compasso,
mas me tirou a vontade de desenhar.
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